A vereadora Micheli Vaz foi à tribuna na Sessão Ordinária da última segunda-feira (25) e comentou sobre os editais de fomento à Cultura e a Santa Casa de Tatuí.
Ela iniciou pelo Requerimento 2994/2025, de autoria do vereador Kelvin, onde pede informações ao Executivo por qual motivo os editais de fomento à Cultura foram lançados com valor total de R$ 540 mil, em desacordo com o saldo disponível da dotação, para onde foi remanejado o valor restante e em quais rubricas orçamentárias ou finalidades foi aplicado.
“Sobre o Requerimento do fomento à Cultura, conversando com o nosso subsecretário Rogério Viana, ele falou que o planejamento da Cultura foi feito para viabilizar o projeto, visando conseguir atender a demanda num ano em que nós recebemos muitos precatórios. Os nobres que estão aqui presentes sabem que precatórios são dívidas herdadas de prefeitos anteriores. Foi uma forma de viabilizar respeitando a receita do município. Esse orçamento de R$ 540 mil foi apresentado para o Conselho da Cultura e consta na ata de número 161, à qual eles estavam de acordo”, explicou.
Em seguida, ela comentou a respeito dos questionamentos relacionados à Santa Casa de Tatuí, contidos nos Requerimentos 2939, 2940, 2942, 2944 e 2945/2025, todos de autoria da vereadora Cintia Yamamoto.
“Agora, ouvir certos vereadores falarem que se preocupam com a Santa Casa aqui em cima é muita hipocrisia, né? Bons entendedores entenderão. Horas extras 100%”, concluiu Micheli Vaz.
Autora dos Requerimentos sobre a Santa Casa, a vereadora Cintia Yamamoto pediu “questão de ordem” para responder. A situação gerou um impasse, pois como não houve citação nominal, a vereadora Micheli Vaz argumentou ao presidente da Câmara, vereador Renan Cortez, que não deveria ser concedido. Após um bate-boca entre as vereadoras, o presidente da Câmara ponderou e pediu à vereadora Cintia Yamamoto que fosse breve e não entrasse na discussão, pois já havia feito a fala anteriormente.
Cintia Yamamoto respondeu que “só a nível de informação, mencionaram um processo que já houve uma sindicância na Prefeitura e já foi arquivado. Já houve um processo no Ministério Público e já foi arquivado. Estou aqui para lutar pelo povo. Eu não tenho esposo com ‘carguinho’ que tem que defender o prefeito”.
Após a fala, o presidente da Câmara, vereador Renan Cortez, perguntou se a vereadora Micheli Vaz pediria “questão de ordem”. Mas ela respondeu que não.