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13 10 Cintia Yamamoto

Vereadora também comentou sobre demandas do Vale dos Lagos

Em Sessão Ordinária na última segunda-feira (13), a vereadora Cintia Yamamoto foi à tribuna e destacou os Requerimentos 3559, 3561 e 3565/2025, todos com questionamentos sobre a área da Educação e feitos em conjunto com os vereadores Bossolan da Rádio, João Eder, Márcio do Santa Rita e Maurício Couto.

- 3559/2025, requerem do prefeito que informe se todas as unidades escolares da rede municipal estão equipadas com extintores de incêndio, se há alguma escola que está atualmente sem extintores ou com quantidade insuficiente e se foi identificada a presença de extintores com validade expirada em alguma unidade escolar.

- 3561/2025, requerem do prefeito que informe, sobre a EMEI “Prof. Leila Sallum Menezes da Silva”, se houve o furto de fios da escola entre os dias 05/10 e 07/10, quais medidas estão sendo adotadas para aumentar a segurança da escola e evitar que incidentes semelhantes voltem a ocorrer e se existe projeto para aumentar a altura dos muros laterais da escola.

- 3565/2025, requerem do prefeito que informe, com base na resposta ao Requerimento 3122/2025, quais unidades escolares da rede municipal receberam o serviço de supressão de árvores durante os anos de 2024 e 2025, em quais unidades escolares foi realizada a tomografia de árvores e quais os resultados obtidos.

“Diretamente da ‘Miguelândia’, diversos questionamentos sobre as escolas da rede municipal e sobre o furto na creche ‘Leila Sallum’. Mas a gente soube que já disponibilizaram vigia para que não ocorra mais. Mesmo assim, a gente pede outras ações, para que se evite isso. Também sobre possíveis faltas de extintores nas escolas”, iniciou.

Em seguida, ela falou sobre o Requerimento 3563/2025, igualmente feito em conjunto com os vereadores Bossolan da Rádio, João Eder, Márcio do Santa Rita e Maurício Couto, onde pedem informações a Elizete Ribeiro Ponsi Petelinkar, Dirigente Regional de Ensino de Itapetininga, "a respeito da fiscalização do TCE-SP em uma escola na cidade de Tatuí, se foi identificado algum problema na cozinha na escola, qual a empresa responsável pelo fornecimento da merenda escolar, a origem das frutas e legumes fornecidos e se existe alguma fiscalização periódica para garantir a qualidade da merenda escolar".

“Falarei mais sobre a fiscalização do Tribunal de Contas que houve aqui em Tatuí em uma escola estadual. Eu havia até feito um Requerimento para a Dirigente de Ensino de Itapetininga, mas acreditem se quiserem, a responsabilidade da merenda é da Prefeitura, é do prefeito. Até tive o cuidado de trazer o convênio do Governo do Estado, onde o Estado repassa R$ 6,7 milhões para a Prefeitura suprir as necessidades da merenda. E o que o prefeito fez? Fez a gente passar vergonha a nível nacional”, afirmou.

“Há um tempo já questionei sobre a merenda e foi falado aqui que eu não era nutricionista, não era técnica na área, mas também tive o cuidado de pegar as denúncias e acho que para ver que está tudo estragado, não precisa ser técnica. Também penso assim: se tem convênio, se tem dinheiro, o que falta é gestão. Falta vergonha na cara, falta saber administrar e falta respeito com as crianças. Isso porque ele é prefeito, professor, mas está mais preocupado em mostrar para os prefeitos da região o que ele não é”, salientou Cintia Yamamoto.

A vereadora citou ainda o Requerimento 3614/2025, feito em conjunto com o vereador João Eder, onde pedem informações sobre a colocação de fresa asfáltica nas ruas do bairro Vale dos Lagos.

MOÇÃO DE APLAUSOS E CONGRATULAÇÕES – Cintia Yamamoto comentou também sobre a Moção 699/2025, de sua autoria, direcionada ao piloto tatuiano João Vitor Cardelli, vice-Campeão Brasileiro de Motocross na categoria MX4. “Ele leva o nome da nossa cidade pelo país afora. Parabéns. A sua trajetória inspira outros atletas, com o seu esforço e as suas conquistas. Parabéns e que Deus continue te abençoando”, disse.

QUESTÕES DE ORDEM – O vereador Ricardo Trevisano pediu ‘questão de ordem’ e citou o Artigo 120, inciso VII, do Regimento Interno da Câmara. “A fala da vereadora ‘meio’ que deixa a confundir a população. Realmente, ela falou que a escola é estadual e que a competência da fiscalização é do município. Ela é mista. Tanto que quem veio fazer a fiscalização foi o Estado. E só para deixar bem claro, ela se baseou numa matéria do G1. E está errada a matéria. Acho que não foram vários alimentos, foi uma acelga. Acho que a informação tem que ser feita e passada da forma correta. Foi uma acelga e já foi responsabilizado. E quem faz o fornecimento é a cooperativa da comunidade de agricultores. Então, acho que para passar uma informação tem que se basear na informação correta. Não é o município, é o Estado”, apontou.

O presidente da Câmara, vereador Renan Cortez, orientou que a ‘questão de ordem’ é feita para apontamentos sobre o que o Regimento. “Não é para pareceres pessoais. É claro que estamos a cada Sessão melhorando isso e conduzindo melhor, mas também não posso deixar passar.”

Após a conclusão das falas de todos os vereadores, Renan Cortez complementou as informações relacionadas à Escola “Professora Semíramis Turelli Azevedo”. “Realmente houve uma nota informativa nas mídias, nos jornais, enfim, sobre essa questão da merenda na escola ‘Semíramis’, que hoje é do Estado de São Paulo. E ambas as falas trazem a realidade. Como a vereadora Cintia Yamamoto falou, o município tem sim a sua competência. E como o vereador Ricardo Trevisano falou, se trata sim de uma escola do Estado”, disse.

“No meu entendimento, a competência do município está na questão nutricional e na gerência financeira, pois o Estado não tem esse suporte nos municípios para gerenciar o seu próprio serviço. Em se tratando da questão nutricional, são válidas sim as fiscalizações e as visitas para que seja cumprido o cardápio rigorosamente. E isso são competências, a meu ver, municipais. Mas na questão de como está sendo armazenado, que são coisas diárias e o fluxo é muito grande, chega produto, sai produto, descarta produto, entra produto, ao meu entendimento [a competência] é da administração da própria escola”, argumentou o presidente da Câmara.

“Nós não podemos isentar quem está ali a todo momento, a todo dia, e tem o compromisso de zelar com a saúde das nossas crianças. É inadmissível que a gestão dentro de uma escola, que tem acesso a tudo e tem que gerenciar tudo, não esteja atenta com isso também. Então fica aqui a minha ressalva para que não nos esqueçamos de quem gerencia a escola, 100% da escola, e tem acesso todo dia, a todo momento, que são de fato os responsáveis imediatos daquele local”, finalizou Renan Cortez.

Concluída a fala do presidente da Câmara, os vereadores Cintia Yamamoto e Ricardo Trevisano pediram ‘questão de ordem’. Cintia Yamamoto salientou que foi “muito pertinente o que o senhor [presidente da Câmara] falou. Inclusive, o que eu trouxe aqui foram as denúncias das próprias escolas, reclamando também das merendas a nível estadual, das direções das escolas”. Ricardo Trevisano esclareceu que “a ‘questão de ordem’ que eu tinha pedido é para que a fala fosse essa mesma que o senhor [presidente da Câmara] mencionou, sem direcionamento, sem querer confundir a população”.