Durante a Sessão Ordinária da última quarta-feira (29), o vereador Leandro Magrão foi à tribuna e explanou sobre o Decreto Federal 12.686, de 20 de outubro de 2025, que instituiu a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva. Em conjunto com o vereador Vade Manoel, o parlamentar propôs a Moção de Repúdio 723/2025, direcionada ao referido Decreto Federal.
“Isso não é inclusão, é abandono. Olha o que estão fazendo com as crianças da Educação Especial. É um absurdo silencioso. O Decreto 12.686/2025, do Governo Federal, vem com aquele ‘jeitinho bonitinho’, fala de inclusão, modernização, avanço, mas na prática o que ele faz é acabar com as Salas de Atendimento Especializado, onde as crianças neurodivergentes recebem o cuidado que salva vidas e transforma destinos”, comentou.
“Agora a palavra da moda é integração. Mas eu pergunto: integrar sem estrutura, sem professor de apoio, sem material, é o quê? Isso não é inclusão, é abandono. É deixar as nossas crianças à própria sorte. E o pior: não é uma decisão técnica, é ideológica. Querem tirar a autonomia dos municípios, das escolas, dos professores, dos diretores e concentrar tudo em Brasília, como se lá soubessem mais sobre a realidade de uma sala de aula daqui de Tatuí, por exemplo, do que os educadores que estão aqui todo dia”, argumentou Leandro Magrão.
“Na Bíblia fala, em Lucas 11: ‘Se vós, sendo maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará o Espírito Santo àquele que pedir’. Como pode um governo querer o pior caminho para as nossas crianças? Isso não é cuidar, é trair a confiança de quem acredita na Educação como base da dignidade humana”, apontou o vereador.
“Falam que é igualdade. Igualdade é dar o mesmo tratamento e o mesmo recurso a todos. Isso é igualdade. Mas o que as professoras de Educação Especial fazem é equidade. Cada um é tratado de uma forma. Cada um recebe o recurso que precisa para melhorar e para ser uma pessoa melhor na vida. Parabéns a vocês, professoras, por essa luta. E vamos lutar para que isso não prospere”, concluiu Leandro Magrão.