O vereador também abordou Requerimentos sobre serviços executados pela Prefeitura em área particular e pedidos de afastamentos de servidores da área da Saúde
O vereador Ricardo Trevisano foi à tribuna na Sessão Ordinária da última segunda-feira (24) e rebateu Requerimentos a respeito de repasses para entidades de Assistência Social, serviços executados pela Prefeitura em área particular e pedidos de afastamentos de servidores da área da Saúde por motivos médicos nos últimos seis meses.
Ele iniciou pelo Requerimento 4087/2025, feito em conjunto pelos vereadores João Eder, Bossolan da Rádio, Cintia Yamamoto, Kelvin, Márcio do Santa Rita e Maurício Couto, onde requerem do prefeito que informe por qual razão houve a diminuição nos valores para as entidades de Assistência Social, conforme Edital de Chamamento 007/2025, visando atendimento para o ano de 2026, em relação aos valores repassados durante o ano de 2025. “Vou ser direto aqui como sempre sou. Papel aceita qualquer coisa, né? Papel é bonito. Vem aqui e faz Requerimento, aceita qualquer coisa. Mas contra fatos não há argumentos”, disse.
“Falar que iria diminuir o repasse para as OSCs. Vou citar quatro anos: 2017, 2018, 2019 e 2020. Foi repassado para a APAE, a cada ano, R$ 18 mil. Vamos arredondar para R$ 20 mil. Em quatro anos dá R$ 80 mil. Em 2024, o prefeito Miguel, num ano só, juntando os quatro anos das gestões passadas, num ano do Professor Miguel foram R$ 80 mil. É fato e não é argumento”, enfatizou Ricardo Trevisano.
E complementou, se dirigindo ao vereador Kelvin. “Foi feito no ano passado R$ 1,6 milhão por causa da articulação do seu vereador. O senhor era assessor e estranho assinar esse Requerimento junto, porque o senhor sabe que houve articulação. Estranhei. É mérito do seu vereador [à época Eduardo Sallum]. Não venha querer distorcer as situações aqui”, falou.
Em seguida, se dirigiu ao vereador Márcio do Santa Rita, autor do Requerimento 4046/2025, que pede ao Executivo informações sobre a utilização de equipe e veículo público em área particular, fornecendo esclarecimentos precisos sobre situação presenciada no dia 14 de novembro de 2025, por volta das 11h20, na rua Professor Martinho Nogueira, área central da cidade. “Vereador faz Requerimento cobrando por que o carro da Prefeitura está fazendo serviço em área particular. Ô vereador, isso aqui é o povo. Se a Prefeitura não puder atender o povo, vai atender quem? ET, vereador? ET? A Prefeitura está aí para atender o povo. É o povo, certo?”, ressaltou Ricardo Trevisano.
Por fim, se dirigiu à vereadora Cintia Yamamoto, autora do Requerimento 4065/2025, em que pede informações ao Executivo sobre quantos servidores da Secretaria de Saúde solicitaram afastamento por motivos médicos nos últimos seis meses e desse total, quantos ocorreram por questões relacionadas à saúde mental. “Vereadora, desculpa. Chamar a nossa secretária de veterinária, até parece que veterinária é coisa [ruim]. Pelo amor de Deus, vereadora. Engraçado que no dia da Audiência Pública aqui, ela respondeu todas as suas perguntas e você ficou ‘pianinho’. ‘Pianinho’. É o que eu falo, ‘Lassie e pitbull’, depende do que é conveniente. É isso aí. Dói, dói e aí é o programa de vocês lá [na rádio], doa a quem doer. Mas contra fatos não há argumentos”, encerrou.
Ao término da fala, a vereadora Cintia Yamamoto pediu “questão de ordem” para responder em relação à citação sobre a 3ª Audiência Pública da Saúde, referente ao 2º Quadrimestre 2025, realizada na Câmara de Tatuí em 24 de setembro. O presidente da Câmara, vereador Renan Cortez, concedeu a fala, ponderando se tratar de um assunto que não estava na pauta da Sessão Ordinária e que, portanto, não havia como a vereadora saber de maneira antecipada sobre a abordagem em tribuna.
“Vereador Ricardo, na Audiência Pública, ela [a secretária] ficou ainda de enviar respostas que não enviou. No dia ela não sabia algumas respostas, mas aqui foi um diálogo muito bom. O senhor chegou muito atrasado, então acho que o senhor não pegou a Audiência Pública inteira. E quem tem ‘acordinho’ aqui, que tem que defender o prefeito, é você, que teve que pedir pro secretário subir para assumir o cargo”, comentou Cintia Yamamoto.
Em seguida, o vereador Ricardo Trevisano também pediu “questão de ordem” para responder. “Vereadora, realmente cheguei atrasado, mas veja bem, a política da nossa cidade não se resume nessa Audiência. Eu acompanho, estou com a secretária, inclusive essa semana estive com a secretária. E só para você entender, vai ter que provar o ‘acordinho’, viu? Porque acordo, quem tinha, você sabe muito bem quem é. Se lembra das horas extras ou está esquecendo?”, concluiu.