07 07 Ricardo Trevisano

Ele também comentou sobre cargos comissionados e retirada de medicamentos por pacientes da zona rural

Usando a tribuna na Sessão Ordinária da última segunda-feira (7), o vereador Ricardo Trevisano rebateu o Requerimento 2479/2025, de autoria conjunta dos vereadores Cintia Yamamoto, Bossolan da Rádio, Maurício Couto e João Eder, em que pedem a convocação dos secretários municipais de Saúde e Negócios Jurídicos. Ele também comentou sobre cargos comissionados e retirada de medicamentos por pacientes da zona rural.

“Vou direto ao ponto. Sobre o Requerimento da convocação dos secretários, acho que não há necessidade, porque há pouco tempo a secretária de Saúde esteve aqui na Audiência Pública, explanou sobre todas as dúvidas nossas e eu faço um convite para os vereadores. Inclusive o João Éder esteve na Prefeitura há pouco tempo. Foi bem acolhido lá? Acho que todos aqui somos [bem acolhidos]. Se o problema está aí, por que convocar? Vamos todos amanhã”, sugeriu o vereador.

“Se quiserem, depois que acabar a Sessão, pois o tempo é curto aqui, eu ligo para o prefeito, a gente marca amanhã junto com o prefeito e a secretária. Mas todos têm que estar lá. Todos. Porque vir aqui e falar ‘eu vou convocar’, é média. Vamos enfrentar o problema. Vamos lá. Falei hoje com a secretária. Ela respondeu que não está faltando nada. Se ela estiver mentindo, vai falar na nossa cara. Vamos lá”, reiterou Ricardo Trevisano.

Em seguida, o vereador comentou sobre o Requerimento 2483/2025, também feito em conjunto pelos vereadores Cintia Yamamoto, Maurício Couto, Bossolan da Rádio e João Eder, em que novamente pedem informações sobre cargos comissionados.

“Referente ao funcionário, o Rafael, o comissionado que a vereadora [Cintia Yamamoto] citou, é o seguinte: já tivemos casos piores, como um secretário de Governo condenado e no cargo. Condenado e no cargo. Esse agora citado está se defendendo, mas tivemos um condenado no cargo. E ninguém falou nada”, argumentou o vereador.

Ricardo Trevisano falou ainda a respeito do Requerimento 2487/2025, igualmente feito em conjunto pelos vereadores Cintia Yamamoto, Maurício Couto, Bossolan da Rádio e João Eder, onde pedem informações por quais razões os pacientes cadastrados nas Unidades Básicas de Saúde da zona rural não poderão realizar a retirada dos medicamentos de alto custo no próprio local, conforme a mudança proposta para as Unidades de Saúde da zona urbana.

“Referente ao Requerimento que o vereador [Bossolan da Rádio] acabou de falar, hoje à tarde estávamos comentando sobre isso, inclusive o vereador Paulinho Motos, sobre a descentralização dos medicamentos na área rural”, concluiu o vereador.

O presidente da Câmara, vereador Renan Cortez, em complemento à fala, disse que “a título de informação para a população, é importante lembrar que essa questão dos medicamentos tinha um sistema centralizado anteriormente”. Nesse momento ele foi interrompido por manifestações na plateia, orientou que o público ficasse em silêncio durante as falas dos vereadores, o que está previsto no Regimento Interno, e foi ofendido por um munícipe.

Diante da situação, o vereador Vade Manoel pediu “questão de ordem”. “Deixo bem claro que sou totalmente contra qualquer tipo de ofensa pela condição física da pessoa. Defendo muito quem tem alguma deficiência e, quando se fala de maneira ofensiva à pessoa pela questão de ser gorda ou magra, branca ou preta, se tem um braço ou não, sou totalmente contrário a isso. E isso dá também um processo, porque é uma ofensa em relação ao senhor [presidente da Câmara]. Sou totalmente contra isso, pois defendo todas as pessoas. Temos que fazer com que a sociedade compreenda o seguinte: as diferenças existem e têm que ser respeitadas. Se é uma questão de caráter, é uma coisa diferente que você vai discutir com a pessoa. Mas sobre a condição física da pessoa, independente do que for, elas têm que ser respeitadas”, destacou o vereador.

Os vereadores citados em tribuna também pediram “questão de ordem” para responder aos apontamentos. O vereador Paulinho Motos, seguindo o raciocínio que o presidente da Câmara havia começado a explanar, falou que “o SUS tem um trabalho de descentralizar o serviço. E um desses casos é sobre os medicamentos que estão indo para os postinhos. Como o Bossolan falou das áreas rurais, um público vai ser atendido aqui no ‘Dr. Laurindo’ e outro no bairro Valinhos. Informação da nossa secretária. Para que fique mais fácil para a população pegar os medicamentos judiciais. E sobre a insulina, não há falta nesse momento, também segundo a informação da secretária”, explicou o líder do Governo.

A vereadora Cintia Yamamoto pediu “questão de ordem” e falou a respeito da convocação dos secretários de Saúde e Negócios Jurídicos. “Só a nível de informação, toda vez falam para nós ‘Ah, vamos até a Prefeitura’. Não sei qual é a dificuldade de aceitar uma convocação que é regimental e prerrogativa dos vereadores, como estamos fazendo”, pontuou.

O vereador Bossolan da Rádio, citado pelo mesmo munícipe que ofendeu ao presidente da Câmara, igualmente pediu “questão de ordem”. “Deixo registrado que eu, graças a Deus, tenho muita honra de há muitos anos ser palhaço sim. Com muito orgulho. Inclusive no próximo domingo, realizaremos mais uma ‘Rua da Alegria’ no Jardim Wanderley, das 9h às 12h. Convido a todos para estarem com a gente e verem o nível do palhaço ‘Batatinha’ e do meu irmão ‘Azeitona’. Com muita honra e muito orgulho”, enfatizou.

Por fim, o vereador Ricardo Trevisano também utilizou a “questão de ordem”, igualmente sobre o pedido de convocação dos secretários municipais de Saúde e Negócios Jurídicos. “Só para esclarecer, não tem dificuldade nenhuma. O que eu quis dizer é que, se o problema está aí, por que convocar, se a gente pode amanhã mesmo ir até a secretária ou mesmo ao prefeito?”, perguntou.

Ao término dos comentários dos vereadores, o presidente da Câmara, vereador Renan Cortez, concluiu a fala sobre as entregas de medicamentos. “A questão dos medicamentos sempre teve um apelo. É importante a população saber, até para que não venham até o Centro e possam ir aos locais corretos. A partir da próxima entrega, pelo que sabemos, cada munícipe vai retirar no seu postinho de uso, no postinho do seu bairro, próximo à sua residência, ao qual o cartão SUS dele faz referência. E as áreas rurais, não sei se por causa do volume ou da logística, vão pegar também no postinho mais próximo dentro da área urbana, que são as entradas do município, no ‘Dr. Laurindo’ e ‘Valinhos’”, explicou.