O vereador Vade Manoel apresentou duas Moções de Repúdio, que foram aprovadas na Sessão Ordinária da última segunda-feira (22) na Câmara de Tatuí, referentes a situações que ele considera preconceituosas e ofensivas a pessoas com deficiência.
Com a Moção 348/2026, ele manifestou repúdio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “em razão da exclusão das pessoas com deficiência em campanha institucional voltada à promoção da participação política e ao enfrentamento das desigualdades nos espaços de representação democrática”.
Segundo o vereador, na recente campanha institucional para incentivar a participação política de mulheres, pessoas negras e povos indígenas, o TSE “deixou de contemplar expressamente as pessoas com deficiência, parcela significativa da população brasileira que ainda enfrenta inúmeras barreiras para o exercício pleno de seus direitos políticos e de cidadania”.
“A primeira Moção de Repúdio é direcionada ao Tribunal Superior Eleitoral. É inadmissível que o órgão máximo da nossa Justiça Eleitoral, responsável por garantir a cidadania, tenha deixado as pessoas com deficiência de fora das suas campanhas institucionais. A verdadeira democracia exige representatividade. Ignorar essa parcela da população na comunicação pública é promover a invisibilidade e negar o direito básico de se enxergar como parte do processo democrático”, declarou Vade Manoel durante a Sessão.
FALA PRECONCEITUOSA – A segunda Moção de Repúdio — Moção 351/2026 — foi direcionada ao Palhaço Tubinho “por cantar trecho de música com texto capacitista”, descrita por Vade Manoel como um “lamentável episódio ocorrido aqui mesmo em nossa cidade, na Concha Acústica de Tatuí”.
“Durante a apresentação, o artista conhecido como Palhaço Tubinho entoou um trecho musical de cunho puramente capacitista: ‘O cego e a cega se amando no cantinho e depois de nove meses nasceu outro ceguinho’”, relatou. “Transformar a condição de pessoas com deficiência visual em piada de mau gosto, reduzindo suas vidas e suas relações a um deboche público não é humor, é capacitismo estrutural”, completou o vereador.
Vade Manoel também disse que por ser um local público destinado à difusão da cultura, a Concha Acústica não deveria ser usada para “propagar preconceito”. “A Concha Acústica é um patrimônio cultural da cidade de Tatuí e deve servir para elevar a arte e não para propagar o preconceito e a discriminação de maneira tão rasteira”, afirmou, na tribuna.
