A vereadora Micheli Vaz foi à tribuna na Sessão Ordinária da última segunda-feira (16) e rebateu questionamentos apresentados em Requerimentos relacionados à Segurança Pública e ao Jardim Novo Horizonte. Antes, ela comentou sobre a Moção de Aplausos e Congratulações 321/2025, de autoria do vereador Renan Cortez, direcionada a Helena Ghiraldi. “Como não falar sobre a senhora Helena Ghiraldi? Parabéns pelo trabalho que a senhora realizou e deixou um legado para todas nós mulheres no Fundo Social”, disse.
Na sequência, se dirigindo aos vereadores João Eder e Cintia Yamamoto, ela abordou sobre os Requerimentos 2201/2025 (direcionado ao secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite), 2202 e 2203/2025 (ambos direcionados ao tenente-coronel Marco Antônio Corrêa Ramos), e 2208/2025 (direcionado ao Executivo), todos referentes à Segurança Pública em Tatuí, especialmente quanto ao aumento de policiais militares e viaturas para a Polícia Militar.
“Acompanhei o secretário Guilherme Derrite na visita dele aqui em Tatuí. Existe um ditado que diz: ‘Se a gente pode pedir para Deus, por que pedir para outros?’ O pedido de novas viaturas e novos agentes para trabalhar na área da Segurança Pública foi feito a ele. Ele foi muito educado e nós estamos esperando a questão do Concurso Público que houve, para recrutar os novos agentes para a segurança do nosso município. Vale destacar também que Tatuí, essa semana, recebeu o título de ‘Terceira Cidade Mais Segura do Brasil’, graças à nossa ‘Muralha Digital’. Se alguém está com dificuldade de entender, tem que olhar mais as notícias, porque estamos combatendo o crime sim”, destacou Micheli Vaz.
Em seguida, se dirigindo ao vereador Márcio do Santa Rita, comentou a respeito do Requerimento 2224/2025, referente à rede de esgoto no Jardim Novo Horizonte. “Sobre o Novo Horizonte, o Requerimento do senhor Márcio me assusta, porque ele foi vereador por muitos e muitos anos e até hoje não conseguiu. Então, por que será que as outras gestões não fizeram? O senhor que tem o costume de me difamar na rádio.” Ela ainda concluía a fala, quando encerrou o tempo.
Citados em tribuna, os vereadores Cintia Yamamoto, Márcio do Santa Rita e João Eder pediram “questão de ordem” para responder aos apontamentos.
“Somente a nível de informação, com todo o respeito, já solicitamos ao deputado estadual Rogério Nogueira para que ele também vá ao secretário Guilherme Derrite. Acho que a senhora [vereadora Micheli Vaz] não sabe que quem faz a escala e a distribuição dos policiais é o tenente-coronel. Ele tem a força para fazer essa redistribuição. Acho que a senhora não deve saber, mas somente a nível de informação”, comentou Cintia Yamamoto.
“Tenho questionado muito referente ao Novo Horizonte. O vereador não tem o poder de execução e todos aqui sabem. Nós fazemos os questionamentos. Está quase concluído, tem 90% da obra do Novo Horizonte já concluído e 10% está finalizando. Eu não estou denegrindo a imagem de ninguém na rádio. Simplesmente falo a verdade. Se a pessoa não concorda, é só ir à delegacia, abrir um boletim de ocorrência e conversaremos através da Justiça”, argumentou Márcio do Santa Rita.
A vereadora Micheli Vaz pediu “questão de ordem” nesse momento. “Sabemos muito bem que o vereador não tem condição de executar. Qualquer um sabe e não é novidade para ninguém. Mas o nobre vereador [Márcio do Santa Rita] já foi vereador em outros mandatos. Então por que o seu chefe, o seu patrão, não fez a obra no Novo Horizonte? Seu patrão Gonzaga na época foi eleito para 4 anos, mais 4 anos e depois a esposa mais 4 anos. Então, senhor vereador, vamos ter a santa paciência. Querer cobrar 20 anos depois? O senhor está há 20 anos sentado nessa cadeira e não conseguiu. Tenha a santa paciência”, respondeu a vereadora.
Por fim, João Eder ponderou que “o que nós queremos, é mais Segurança Pública, independentemente dos números. Porque talvez a realidade seja diferente do que retratam os números. E isso, não na minha visão, mas na percepção das pessoas que vivem o nosso município. Que seja feito com a união de várias classes. Ninguém aqui precisa ser o ‘pai da criança’, mas enfim, que a cidade tenha avanços. Esse é o objetivo”.
